E pra onde vai o lixo?

Para fechar uma agenda ambiental mínima. Talvez o traço civilizatório mais visível de um povo seja a qualidade de seus rios e o tratamento dispensado ao lixo que produz. E não me refiro apenas à sua coleta e destinação, mas também ao seu reaproveitamento, tanto na indústria como fator de geração de energia.

O maior avanço na área vem da Alemanha, que está próxima de alcançar a recuperação completa de seus resíduos sólidos e a eliminação total do que é despejado na natureza. movimentando a cadeia produtiva, que já emprega 250 mil pessoas e transformando em energia aquilo que não pode ser reaproveitado.

Aqui continuamos a descartar lixo em lixões e aterros sanitários, que já deveriam estar banidos há pelo menos seis anos, por conta da Política Nacional de Resíduos Sólidos. E pelo visto ainda teremos um longo caminho a percorrer até que se tenha uma solução civilizada.

Enquanto isso estima-se que 30 milhões de toneladas de rejeitos são descartados inadequadamente por ano, afetando a vida de pelo menos 1/3 dos brasileiros. Degradação ambiental e piora na saúde: um binômio acabado do atraso.

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