Por fontes limpas

A mobilidade urbana e a matriz energética a ela associada compõem outra parte significativa de uma agenda política socioambiental prioritária para um universo tão complexo, chame-o de São Paulo ou de Brasil. Especialistas como o pneumologista Paulo Saldiva tem reiteradamente comentado sobre a ação devastadora do diesel utilizado por ônibus e caminhões sobre a saúde.

Na capital paulista um estudo da USP comprovou que, embora abasteça apenas 5% de toda a frota de veículos em circulação, o diesel é o responsável por metade de compostos tóxicos lançados na atmosfera. E esse é o retrato funesto: ao menos 3 mil mortes ao ano são causadas em São Paulo por problemas decorrentes da emissão de poluentes.

A saída evidentemente passa pela ampliação da malha metroviária dos centros urbanos, mas também pela rápida eliminação dos combustíveis fósseis nos tanques da frota. Mas aí esbarramos mais uma vez na falta e planejamento e na inação política, frequentemente subordinada a interesses corporativos. Uma proposta de adoção de combustíveis limpos renováveis para o transporte público tramitou durante anos na Câmara Municipal de São Paulo, como parte da Lei de Mudanças Climáticas. Prevista para entrar em vigor no ano retrasado, também acabou adiada por mais duas décadas.

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