Guerra contra o coronavírus

Já há alguns dias ficamos sabendo que os primeiros testes de uma vacina contra o novo coronavírus estão sendo realizados em humanos. O anúncio foi feito pelo Instituto Nacional e Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos. Consta que a vacina foi desenvolvida em 42 dias depois que a China anunciou a existência da nova variante da família coronavírus. Um tempo recorde na história farmacêutica. Consta que isso só foi possível porque havia conhecimento prévio das variantes anteriores do corona: Sars e Mers.

Hoje um novo medicamento veio à baila, a partir da divulgação, feita pelo próprio Trump, nos Estados Unidos, que a FDA, (agência americana reguladora de remédios e medicamentos) já teria aprovado a droga. Trata-se da Hidroxicloroquina, utilizada desde 1944 no tratamento da malária e com indicação também no tratamento de artrite reumatoide. Junto com a Hidroxicloroquina, drogas conhecidas como Interferon (utilizados em pacientes hepatite B e C), Lopinavir e Ritonavir (indicados para o tratamento de males provocados pelo HIV pelo HIV) e Remdesivir.  

Há uma corrida desenfreada na indústria farmacêutica em busca de um antídoto ao novo vírus. Foram contabilizados cerca de 200 antivirais em fase de testes, além de pelo menos duas dezenas pesquisas pelo mundo afora para o desenvolvimento de uma vacina.

Trata-se de uma disputa de bilhões de dólares. No final de fevereiro, em meio ao abalo do sistema financeiro global, as ações da farmacêutica Moderna dispararam 27% na bolsa eletrônica Nasdaq. Quem tratou de baixar a bola foi imunologista Anthony Falci, chefe do Instituto nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos. Uma vacina eficaz não ficará pronta em menos de um ano.

No Brasil a pesquisa contra o coronavírus vem sendo comandada por pesquisadores do laboratório de Imunologia do Instituto do Coração, cor da Faculdade de Medicina da USP. Empregando uma estratégia diferente de seus concorrentes internacionais, os cientistas brasileiros do laboratório de Imunologia do Instituto do Coração, esperam apresentar, nos próximos meses, uma vacina para ser testada em animais. Acreditamos que nossa estratégia é muito promissora e poderá induzir uma resposta imunológica melhor do que a de outras propostas que têm surgido”, aposta Jorge Kalil, diretor do laboratório de Imunologia do Incor, em depoimento à Agência Fapesp.

Os números atuais da pandemia

Dados divulgados nesta quinta-feira mostram que ultrapassa 220 mil o número de infectados em todo o mundo pelo coronavírus. Os óbitos contabilizados até agora, em decorrência da contaminação, são de 9115.

Destes, a maioria (34%) foi originada em Wuhan,  capital da província chinesa de Hubei. Na Europa, porém, o novo epicentro do novo coronavírus, o número de infectados (85 mil), supera os da China, que aparentemente começa a debelar o mal: nenhum caso foi registrado nas últimas 24 horas.

No balanço de mortandade, a Itália aparece como o segundo país com maior número de mortos – quase 3 mil, em um universo de 35 mil infectados. Bérgamo, cidade na região da Lomardia, registra um drama à parte em meio à tragédia: com o colapso do sistema funerário, o Exército tem de transferir corpos para províncias vizinhas.

No Brasil, subiu para 625 o número de infectados, e já são sete mortos confirmados pelo Ministério da Saúde.

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