Weintraub, persona non grata

Mais um revés para o governo do capitão Messias. A associação dos empregados do Banco Mundial, enviou carta à comissão de ética daquela instituição pedindo a suspensão da indicação para uma de suas diretorias executivas. Weintraub havia sido indicado para o banco depois de sua exoneração do Ministério da Educação.

Pesam contra Weintraub declarações, publicações e atos que vão flagrantemente na contramão da orientação do banco. Entre elas:

– Zombar do povo chinês e culpar a China pela disseminação o vírus

–  Ofender e defender a prisão d e juízes do Supremo Tribunal Federal

– Revogar portaria que estabelecia política de cotas para negros, indígenas e pessoas portadoras de deficiência física em cursos de pós-graduação – esta, sua última determinação como ministro, da mesma forma revogada pelo MEC, na terça (23).

“O Grupo Banco Mundial acaba de assumir uma posição moral clara para eliminar o racismo em nossa instituição. Isso significa um compromisso de todos os funcionários e membros do Conselho de expor o racismo onde quer que o vejamos. Confiamos que o Comitê de Ética do Conselho compartilhe essa visão e faremos tudo ao seu alcance para aplicá-la”, diz trecho da carta dos funcionários, que, além da suspensão, pedem que o indicado seja avisado de que o tipo de comportamento pelo qual ele é acusado é totalmente inaceitável nesta instituição.

Para um governo cuja imagem já se consolidou junto à comunidade internacional como pária, o episódio soa absolutamente natural. E ainda que o banco, decida aceitar a indicação, por uma questão diplomática, irremediavelmente assim essa figura patética será vista corporativamente.

Sua saída de cena já havia sido cercada de suspeita. Weintraub aportou nos Estados Unidos no sábado (20), dois dias depois do anúncio de sua exoneração e só então foi publicada no Diário Oficial da União. A retificação posterior só serviu para confirmar que o processo havia sido fraudulento, segundo o Tribunal de Contas da União. “Antes, era ilegal e parecia haver fraude. Agora, confirmou. Em uma questão tão sensível, não se pode falar em mero erro”, disse o subprocurador do TCU, Lucas Furtado.

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