O exterminador do futuro na mira do MPF e do capital

O cerco se fecha em torno do antiministro do Meio Ambiente. Mas e daí?, diria o capitão Messias. O Ministro Público Federal pede a saída urgente do exterminador do futuro do ministério pela “dolosa desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente”. Assim, sua condenação por improbidade administrativa, deve ser acompanhada de tudo a que o exterminador do futuro teria direito pela legislação: perda do cargo público, suspensão de direitos políticos, multa e proibição de contrato com o poder público e de eventualmente se beneficiar de incentivos fiscais.

O cerco se fecha em torno do antiministro do Meio Ambiente. Mas e daí?, diria o capitão Messias. O Ministro Público Federal pede a saída urgente do exterminador do futuro do ministério pela “dolosa desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente”. Assim, sua condenação por improbidade administrativa, deve ser acompanhada de tudo a que o exterminador do futuro teria direito pela legislação: perda do cargo público, suspensão de direitos políticos, multa e proibição de contrato com o poder público e de eventualmente se beneficiar de incentivos fiscais.

Mas como, só agora o MPF acordou? Salles vem jogando contra, perpetrando ataques à estrutura MMA desde que assumiu, há um ano e meio. Os 12 procuradores que movem a ação decidiram tira-lo da cadeira pelo conjunto da obra, ao elencar atos, ações, demissões e omissões, que “atendem, sem qualquer justificativa, a uma lógica totalmente contrária ao dever estatal de implementação dos direitos ambientais.” Uma obra que teve seu enunciado-síntese (A passagem da boiada), apresentado no dia 22 de abril, em reunião dos notáveis do capitão.

A tese ecoou pelo mundo afora e o capital decidiu se mexer.  Há cerca de um mês representantes de 29 fundos de investimentos internacionais, com carteira de R$ 20 trilhões, mandou recado ao governo brasileiro sinalizando uma possível descontinuidade dos investimentos no país diante do descalabro da política ambiental comandada por Salles.

Nesta terça (7) foi a vez do grosso do PIB brasileiro, associado a pesos-pesados multinacionais, mandar recado ao general Hamilton Mourão, vice-presidente da República e comandante do Conselho da Amazônia. O documento assinado por empresários brasileiros, executivos de bancos e de multis, pede que “o governo adote ações enérgicas para superar a crise ambiental”.

E que por isso se entenda medidas concretas e não publicidade, como o capitão chegou a sinalizar que faria, durante reunião de Cúpula do Mercosul, acenando com qualquer panaceia para reverter “opiniões distorcidas sobre a política ambiental brasileira”. O documento enumera os pontos a serem debatidos e adotados:

– Combate inflexível e abrangente ao desmatamento ilegal na Amazônia e demais biomas brasileiros; mm – m

– Inclusão social e econômica de comunidades locais para garantir a preservação das florestas;

– Minimização do impacto ambiental no uso dos recursos naturais, buscando eficiência e produtividade nas atividades econômicas daí derivadas;

– Valorização e preservação da biodiversidade como parte integral das estratégias empresariais;

– Adoção de mecanismos de negociação de créditos de carbono;

– Direcionamento de financiamentos e investimentos para uma economia circular e de baixo carbono;

–  Adoção de pacotes de incentivos à recuperação econômica dos efeitos da pandemia da Covid-19 condicionada a uma economia circular e de baixo carbono.

Ainda que a exoneração de Salles seja tardia, não dá para se esperar mudanças na política ambiental do negacionista Messias com seu arremedo de política desenvolvimentista carbonária – ou seja lá o que ele entende por isso. A pressão por mudanças vai aumentar e deve, mas pode levar a mais um impasse, como na célula do caos em que se transformou o ministério Educação, cujo o balão de ensaio da vez, pensado para assumi-lo atende pelo nome de Major Vitor  Hugo. Ou no ministério da Saúde, cujo chefe, o general Eduardo Pazuelo, que espera por alguma força-tarefa médica que leve sua nau logística a algum porto, de preferência seguro.

Tudo isso em meio a uma pandemia, nunca é demais dizer, que já atingiu mais de 1,6 milhão de brasileiros em matou mais de 66 mil, oficialmente.    

A tese ecoou pelo mundo afora e o capital decidiu se mexer.  Há cerca de um mês representantes de 29 fundos de investimentos internacionais, com carteira de R$ 20 trilhões, mandou recado ao governo brasileiro sinalizando uma possível descontinuidade dos investimentos no país diante do descalabro da política ambiental comandada por Salles.

Nesta terça (7) foi a vez do grosso do PIB brasileiro, associado a pesos-pesados multinacionais, mandar recado ao general Hamilton Mourão, vice-presidente da República e comandante do Conselho da Amazônia. O documento assinado por empresários brasileiros, executivos de bancos e de multis, pede que “o governo adote ações enérgicas para superar a crise ambiental”.

E que por isso se entenda medidas concretas e não publicidade, como o capitão chegou a sinalizar que faria, durante reunião de Cúpula do Mercosul, acenando com qualquer panaceia para reverter “opiniões distorcidas sobre a política ambiental brasileira”. O documento enumera os pontos a serem debatidos e adotados:

– Combate inflexível e abrangente ao desmatamento ilegal na Amazônia e demais biomas brasileiros

– Inclusão social e econômica de comunidades locais para garantir a preservação das florestas

– Minimização do impacto ambiental no uso dos recursos naturais, buscando eficiência e produtividade nas atividades econômicas daí derivadas

– Valorização e preservação da biodiversidade como parte integral das estratégias empresariais

– Adoção de mecanismos de negociação de créditos de carbono

– Direcionamento de financiamentos e investimentos para uma economia circular e de baixo carbono

–  Adoção de pacotes de incentivos à recuperação econômica dos efeitos da pandemia da Covid-19 condicionada a uma economia circular e de baixo carbono.

Ainda que a exoneração de Salles seja tardia, não dá para se esperar mudanças na política ambiental do negacionista Messias com seu arremedo de política desenvolvimentista carbonária – ou seja lá o que ele entende por isso. A pressão por mudanças vai aumentar e deve, mas pode levar a mais um impasse, como na célula do caos em que se transformou o ministério Educação, cujo o balão de ensaio da vez, pensado para assumi-lo atende pelo nome de Major Vitor  Hugo. Ou no ministério da Saúde, cujo chefe, o general Eduardo Pazuelo, que espera por alguma força-tarefa médica que leve sua nau logística a algum porto, de preferência seguro.

Tudo isso em meio a uma pandemia, nunca é demais dizer, que já atingiu mais de 1,6 milhão de brasileiros em matou mais de 66 mil, oficialmente.    

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