O capitão Bolsonaro, figura carimbada de Haia

Estava escrito nas estrelas. Neste domingo (26) foi protocolada por uma coalizão de sindicatos da saúde do Brasil, representação criminal no Tribunal Penal Internacional contra Jair Bolsonaro. A ação é conduzida pela Rede Sindical Brasileira UNISaúde, que informa representar mais de um milhão de trabalhadores da saúde, em 18 estados, além do Distrito Federal.

No documento argumentam que há indícios de que Bolsonaro tenha cometido crime contra a humanidade durante sua gestão frente à pandemia, ao adotar ações negligentes e irresponsáveis, que contribuíram para as mais de 80 mil mortes pela doença no país.”

A ação foi encaminhada à procuradoria do Tribunal em Haia, que procederá a análise do mérito da petição. Pode-se dizer, com base na argumentação dos autores, que o capitão Messias foi agraciado com a queixa-crime pelo conjunto da obra sinistra que tem construído até aqui.

A saber: colocar a população e setor da saúde em risco, ao sabotar medidas de proteção, como isolamento social do uso de máscaras, além de promover aglomerações, fazer propaganda indevida de medicamento para a doença na contramão de organismos científicos e relegar o ministério da Saúde à interinidade de militares não-qualificados, com o afastamento de corpo técnico especializado.

Em razão disso, eles pedem que seja aberto procedimento investigatório do cometimento de crime contra a humanidade e instauração de processo; que Bolsonaro preste depoimento, sob pena de confissão caso recuse; e que o Tribunal julgue a ação procedente e condene o presidente de acordo com penas cabíveis no entendimento do Tribunal.

O governo do capitão Messias coleciona denúncias em organismos internacionais. Só no ano passado, como registra Jamil Chade, em suja coluna do Uol, foram 35 representações formais registradas pela ONU. No Tribunal de Haia, já existe uma outra, por “incitar o genocídio e promover ataques sistemáticos contra os povos indígenas.”

Ainda que mais esta representação não prospere, mais uma fenda foi aberta na frente diplomática brasileira, consolidando a condição de pária do governo brasileiro.

Diante da nova ofensiva, a Advocacia Geral da União, que anda ocupada em defender as milícias virtuais do capitão Messias, adianta que só se vai se manifestar a respeito após intimação.

Já no Planalto, a ordem é tratar o assunto como mais “uma denúncia sem fundamento”. “Uma besteira” promovida por sindicalistas. E continuamos a viver o cotidiano de horror espraiado pelo país.

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