E Salles mandou recolher a boiada…

O antiministro do Meio Ambiente decidiu engavetar aquela sua proposta de desconsiderar as metas de redução de até 90% do desmatamento nos diversos biomas brasileiros, previstas no Plano Plurianual 20/23, por promessa de proteção a uma área que representa um terço do que foi desmatado no período de um ano. E no mais não passa de um fração de 0,1% da floresta amazônica, conforme dados da Ong Mapbiomas.

“O objetivo de proteger áreas, seja ele qual e como for, não é equivalente e não pode substituir o objetivo de diminuir desmatamento e queimada ilegal”, observa Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, em depoimento ao Portal G1.

Obviamente. A decisão de voltar atrás foi influenciada pela área técnica do Ministério da Economia, que desde o início detectava a inexequibilidade da proposta. Seria apenas mais uma peça risível de Salles, esta figura patética pactuada com o setor mais atrasado do agronegócio, não fosse a ameaça que paira sobre o patrimônio natural do país.

Tem por norma e método a passagem da boiada pela cerca do regramento ambiental. Quando é flagrado em disparates como esse, volta atrás.

Aconteceu também em junho último, quando o exterminador teve revogar despacho assinado em abril, que impunha aos órgãos federais que adotassem o regramento do Código Florestal. A boiada aí significava abertura para mais desmatamentos, embargos e anulação de multas. E só foi revogado depois da grita de ONGs e representantes da sociedade civil e de uma avalanche de ações do Ministério Público.

Isto é Salles.

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