As notas de Chico, uma após outra

O general Hamilton Mourão apressou-se em dizer que Chico Rodrigues (DEM-RR) era mera “linha auxiliar do governo”. Já o capitão foi ao cercadinho do Palácio da Alvorada pra mandar a bola pro mato. “Essa operação de ontem é típico (sic) do meu governo. (…) É fator de orgulho para o meu governo, para o meu ministro Wagner Rosário e pra minha Polícia Federal.”

Quinho

Em seguida, o Diário Oficial da União, em edição extra, oficializou a destituição do igualmente seu vice-líder de governo no Senado. Como de praxe no governo, a saída do grande Chico deu-se “a pedido”.

Alvo de busca e apreensão da Polícia Federal, em Boa Vista, Chico foi flagrado com uma soma considerável de dinheiro em espécie, parte do qual escondido entre as nádegas, de acordo com a Revista Crusoé.

O episódio escatológico do qual é protagonista é apenas um showcase em sua trajetória política. Em mais de trinta anos de vida pública, vinte dos quais passados na Câmara Federal, Chico produziu uma extensa folha corrida. De emissão de notas frias à apropriação de recursos provenientes da liberação de emendas parlamentares, além de outras mumunhas durante a campanha ao governo de Roraima, em 2010, que o fizeram perder o mandato e tornar-se inelegível porá oito anos.

No longo tempo passado na Câmara, teve a oportunidade estreitar laços com o capitão. Como prova do desfrute dessa intimidade Bolsonaro chegou a comentar em vídeo que a relação entre os dois era “quase uma união estável”.

Diante disso com certeza não teve dificuldade para escolher a dedo este que iria representá-lo no Congresso, no ano passado.

Apesar de Bolsonaro negar, as afinidades entre os dois são muitas. Uma delas em especial é a notória predileção por dinheiro vivo. Só não se sabe se o os meios heterodoxos de Chico para aplicação de recursos também são cultivados pelo capitão e clã.

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