Consciência e ativismo

Em meio a barbárie reinante, um exemplo deve ser exaltado nesse dia dedicado à Consciência Negra: o de Stacey Adams. Seu nome foi citado várias vezes durante o período eleitoral americano. E isso porque Adams, com sua luta pela inserção da população negra e de imigrantes no processo eleitoral, tornou-se peça chave na vitória do democrata Joe Biden.

Escritora, advogada pela Universidade de Yale e ativista política, Stacey Adams ganhou notoriedade por ser a primeira mulher negra a se candidatar ao governo do Estado da Georgia, predominante de maioria branca e altamente conservadora. O último presidente democrata a ganhar na Georgia foi Bill Clinton em 1992.

Bem antes, em 2007, já havia se tornado deputada estadual pelo mesmo estado, dando início algum tempo depois a uma mudança no mapa eleitoral georgiano, em sintonia com o crescimento e a diversidade da população da Georgia.

Fator decisivo desse processo foi a criação em 2013 do New Georgia, uma ONG destinada a alavancar o registro eleitoral dessas minorias. Derrotada em 2018, fundou a Luta Justa (Fair Fight), que passou a denunciar e as distorções artimanhas da legislação elaborada, a marginalizar o segmento mais frágil da população do processo eleitoral, ao mesmo tempo que incentivava engajamento dos mais jovens.

A inserção estimada de 800 mil novos eleitores pro-democratas na corrida presidencial, tornou a vitória de Biden um ponto fora da curva na disputa – que ainda segue contestada em débeis manobras de Trump.

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