Os incêndios florestais e o impacto no SUS

960 milhões de reais. Esse é volume de recursos gasto pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em internações hospitalares decorrentes de problemas respiratórios causados pelas queimadas em cinco dos oito estados da Amazônia Legal, que concentram os maior número de incêndios florestais — Amazonas, Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre, no período de 2010 a 2020. Esse é o resultado de um estudo produzido pela Fundação Oswaldo Cruz e a WWF-Brasil e divulgado nesta quinta (29).

Desse montante, 186 milhões de reais, quase 20%, foram destinados a internações de alta complexidade em UTIs. Esse valor torna-se especialmente significativo quando o orçamento aprovado para este ano limou 2,2 bilhões de reais, no auge da pandemia, que por si demanda alta procura por leitos de UTI.

A pesquisa procurou avaliar as internações hospitalares por doenças respiratórias e os índices de emissões de partículas respiráveis finas detectados nos incêndios florestais no período. E a conclusão é que, mesmo com uma subnotificação provável, os valores de poluentes emitidos ao dia “contribuíram para aumentar em duas vezes o risco de hospitalização atribuíveis à concentração de partículas respiráveis e inaláveis finas (fumaça) nos estados analisados.

Os incêndios nos biomas brasileiros, sobretudo na Amazônia Legal e no Pantanal, registraram aumento vertiginoso desde 2019 e alcançaram novo recorde no ano passado com 222 mil focos. Dados que devem ser debitados na política antiambiental do governo Bolsonaro.

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