A exuberante Mata Atlântica resiste

Neste 27 de maio, dia dedicado à Mata Atlântica, mais um registro negativo para a biodiversidade brasileira sob a chancela do do governo nefasto de Jair Bolsonaro. Só no período 2019-20, a Mata Atlântica, a maior e mais importante diversidade arbórea do planeta, perdeu mais de 13 mil hectares de floresta.

No país em que campo de futebol é aceita informalmente como medida padrão de desmatamento, a devastação ganha conotação de goleadas acachapantes. Foram 18 mil Maracanãs. Ou Mineirões, Morumbis, Beira-Rios ou o que se queira chamar onde rola a bola. O déficit é inferior ao ano anterior, mas 14% superior ao período 2017-2018, imediatamente anterior à posse do capitão.

Já descrita como uma floresta sobre a floresta, por sua constituição vegetativa peculiar, cujas espécies podem atingir uma altura de 60 metros, a Mata Atlântica foi reduzida ao longos dos séculos a 12 % de sua cobertura original. Segundo estudo da centenária e prestigiosa revista Science, essa taxa é inferior à metade do mínimo aceitável para sua sustentação.

Abaixo disso passaria a autodegradar-se, comprometendo suas funções sistêmicas, como o provimento de água por exemplo. À beira de uma crise hídrica com efeitos danosos para toda a cadeia produtiva, o país, ou pelo menos as camadas não comprometidas com o atraso, deveria considerar o desastre que te sido a política imposta pelo sinistro cidadão que ainda ocupa a pasta do MMA.

Ainda assim a Mata Atlântica resiste. A segunda maior floresta brasileira em extensão — e também o segundo bioma mais ameaçado do mundo, – exibe de forma resiliente em suas porções ao longo do litoral, planaltos e serras interioranas, um acervo biológico de valor inestimável. São 20 mil espécies vegetais, dentre as quais, 6 mil nativas, além de 1800 espécies mamíferas, entre elas, cerca de 400 endêmicas. Um catálogo inigualável, que paradoxalmente à aos ataques à sua integridade, avaná com novas descobertas de tempo em tempo.

Um viva sonoro, eloquente e mais do que necessário à Mata Atlântica, organismo exuberante do patrimônio natural brasileiro e universal.

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