IPCC aponta para mudanças climáticas irreversíveis

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC apresentará um novo informe no próximo dia 9 de agosto. Quem informa é Jamil Chade, colunista do UOL. O documento surge em meio a registros de temperaturas extremas no verão do Hemisfério Norte e inverno rigoroso em diversas regiões do Sul – ainda agravado pelo fenômeno La Niña.

Segundo Chade, o texto final ainda depende de acertos e negociações entre especialistas e representantes de governos. Mas fatalmente deverá abordar um ponto inevitável: o planeta está caminhando para um ponto de não-retorno.

Concorrem para isso as emissões de CO2 decorrentes, “muito provavelmente” – de acordo com os termos do documento – de atividades humanas, mencionadas como os “principais motores” do aquecimento nas últimas quatro décadas. E responsáveis pela destruição da camada de ozônio – algo “extremamente provável”.

Os desdobramentos desse modo de vida seriam múltiplos e provocariam desde o aumento da umidade da atmosférica a mudanças na salinidade oceânica. 

De acordo com os estudos, as atuais concentrações de CO2, metano e N2O são as mais altas já detectadas em pelo menos 8 séculos. Com esse cenário, especialistas envolvidos nos estudos consideram que a previsão de que a Terra sofreria um aumento de 1,5°C até o final do século, caso os governos não adotassem medias severas contra o aquecimento global, deve ser revista.

Uma das constatações é de que este aquecimento prolongado por décadas a fio tornarão as coisas irreversíveis bem antes de 2100.

Amazônia

O novo informe do IPCC reserva um capítulo à Amazônia – e as constatações não trazem nenhum alento. A crescente devastação da floresta, causada por crescentes desmatamentos e incêndios, deve levar inexoravelmente a Amazônia a “uma transformação ecológica em larga escala”. Diz o texto:

“A floresta amazônica, como um repositório de biodiversidade, está ameaçada pela relação entre as mudanças no uso da terra e as mudanças climáticas, que poderia levar a uma transformação ecológica em larga escala e a mudanças biológicas a partir de uma floresta úmida em floresta seca e pastagens, reduzindo a produtividade e o armazenamento de carbono”.

A avaliação de representantes pela elaboração do documento é de que as conclusões que constam do novo informe, o mais caudaloso em sete anos, deverá a levar a pressão sobre os negacionistas globais de plantão, Bolsonaro à frente evidentemente.

A última tacada do capitão na área ambiental é a aprovação o PL da Grilagem na Câmara. Sancionada, a lei será uma contribuição decisiva em direção ao precipício.         

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