E o Motosserra de Ouro vai para…

O presidente da Câmara Federal Arthur Lira é o vencedor do prêmio Motosserra de Ouro do ano conferido simbolicamente pelo Greenpeace. Lira recebe o troféu pelo conjunto da obra de devastação ambiental, seguindo a trilha traçada por Bolsonaro.

Sua curta e vasta obra, desde que assumiu a Casa em fevereiro passado, incluem pautas já aprovadas a toque de caixa e outras com sinal verde para avançar. Os destaques são a precarização do licenciamento ambiental, a flexibilização do regramento para regularização fundiária de terras públicas invadidas e o avanço sobre terras indígenas, como a hedionda proposta de regulamentação de mineração sobre elas, e o tal PL do Veneno.

“São projetos como estes que impulsionam o desmatamento, o fogo e a violência contra povos indígenas e do campo, além de agravar a emergência climática”, disse a porta-voz de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil, Thais Bannwart.

A conduta de Lira à frente da Câmara já extrapola fronteiras e causas abalos em várias frentes.  Nesta quinta (19), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, o Observatório do Clima e a Coalizão Florestas & Finanças, além de outras 45 organizações parceiras, subscreveram documento endereçado a 80 instituições financeiras estrangeiras e nacionais.

O objetivo é alertar sobre os riscos de investimentos no Brasil frente às mudanças legislativas patrocinadas por Lira na esfera ambiental. De acordo com esse mais novo documento endereçado ao capital, se aprovadas, essas mudanças resultarão em consequências imprevisíveis aos principais biomas e os mais afetados – Floresta Amazônica, Pantanal e Cerrado, além de impactos à sobrevivência dos povos originais.

Para a Coalizão Florestas & Finanças as instituições destinatárias do documento devem se manifestar publicamente junto aos pares de seu segmento e as empresas que se servem de seus financiamentos.

Traduzindo: Bolsonaro, patrocinado por Lira, além dos interesses nacionais, vai contra os interesses da grana. É preciso desenhar?

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