A ascensão do PV alemão e o aplique do agronegócio

O avanço dos verdes nas eleições alemãs é o destaque da agenda política internacional. Como previsto por pesquisas prévias, o PV alemão foi o partido que mais cresceu (5,8%), com um total de 118 cadeiras conquistadas no Parlamento.

Com o resultado, os verdes se firmam como a terceira força política alemã e se credenciam como o fiel da balança na composição do novo governo que vai substituir o de Angela Merkel. A expectativa é de uma aliança com a Social Democracia do vencedor Olaf Scholz e favorito a assumir novo posto de chanceler. A composição reeditaria a coalizão comandada por Gerhard Schröder, no período 1998-2005.

A ascensão verde confirma o interesse do eleitorado alemão pelo combate ao aquecimento global e os efeitos das mudanças climáticas, hoje sua principal fonte de preocupação. E põe de vez na linha de tiro o acordo Mercosul-UE, já que os ambientalistas são contra qualquer aproximação com o governo Bolsonaro.

No ar mais uma derrota de Jair, o bárbaro.

Agropatifaria

O Ibama decidiu tirar do colo o pacote de atrocidades ambientais que um grupo de empresários do agronegócio tentou aplicar com a mediação do Ministério da Economia.

No pacote de apliques, nada menos que 14 solicitações, destinadas a “flexibilizar” a legislação ambiental. Entre elas, a liberação automática de licença ambiental quando a análise do pedido se prolongar – ou seja, por decurso de prazo, de acordo com a avaliação do freguês solicitante – alteração nas regras para facilitar a exploração da Mata Atlântica e dispensa de licenciamento ambiental para uso de rejeitos e mineração em áreas já licenciadas.

O Ibama informa que não vai avaliar o assunto e diz em ofício que as demandas apresentadas dizem respeito a ações governamentais, políticas públicas que não são de sua competência.

No governo do capitão às vezes alguém precisa lembrar que existe um Congresso e que nem tudo é possível resolver nas quatro linhas no cercadinho.ais, polresetadas

Em maio último, o time de Paulo Guedes havia se encarregado de encaminhar a encomenda numa espécie de lobbyzinho informal junto ao Meio Ambiente. De acordo com o documento, levantado pelo portal G1, as medias solicitadas visariam a “eliminar dificuldades que elevem o custo de fazer negócios no país”.

Esse Paulo Guedes é mesmo incorrigível. A COP 26 vem aí, em novembro. A delegação brasileira deve ter mesmo muito a apresentar.

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