Amazônia 4.0, um projeto pra manter a floresta em pé

O cientista Carlos Nobre está envolvido no desenvolvimento de um novo modelo econômico para Amazônia. Um modelo de bases sustentáveis, naturalmente, cujo propósito é a sustentação da floresta em pé e a população que dela depende.

Nobre explica que essa capacitação de mão-de-obra será feita por meio de unidades chamadas de laboratórios criativos. São unidades biofabris, segundo ele, moldadas segundo princípios da 4ª. Revolução Industrial, o que significa combinar tecnologias digitais, biológicas e físicas. “É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação para desenvolver produtos a partir da biodiversidade e do conhecimento tradicional dos povos amazônicos. Produtos que tenham potencial para atender os mercados regional, nacional e internacional e que gerem melhores empregos locais”, diz ele em entrevista exclusiva ao Portal Ecoa.

O laboratório-piloto está em fase de finalização no Parque Tecnológico da Universidade do Vale do Paraíba, em São José dos Campos, interior de São Paulo. E até o ano que vem deverá ser transferida para a floresta. Uma das principais autoridades planetárias em temas referentes ao aquecimento global e mudanças climáticas, Nobre há tempos vem alertando para o processo progressivo de savanização da Amazônia.

Com o Amazônia 4.0, propõe imprimir racionalização ao processo de manejo da floresta ao mesmo tempo que favorece a mobilidade social de suas comunidades, contribuindo assim a para construção de um modelo preservacionista da floresta preservação.

O que significa dar um cavalo de pau na política vigente de expansão das fronteiras agrícolas e desenvolvimentismo às custas do patrimônio natural. Para os incautos, agrotacanhos e oportunistas, Nobre oferece uma receita:  “Um hectare de sistema agroflorestal rende, em média, mil dólares ao ano. Isso é cinco vezes mais que o rendimento da soja e dez vezes mais que o do gado. ”

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